Cupins subterrâneos em Fortaleza: como se formam e como exterminar
- gil celidonio
- 21 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
O clima quente e úmido de Fortaleza cria as condições ideais para a proliferação de cupins subterrâneos. Discretos e organizados, eles podem comprometer estruturas de madeira, pisos, rodapés, portas e até instalações elétricas, causando prejuízos significativos. Veja como essas colônias se formam, como identificar a presença e quais são os métodos profissionais mais eficazes para eliminar o problema de forma segura e definitiva.
O que são cupins subterrâneos
São cupins que vivem no solo e mantêm a colônia protegida da luz e do ar seco por meio de túneis de barro (trilhas) construídos até as fontes de alimento. Diferem dos cupins de madeira seca porque dependem de umidade constante e costumam atacar silenciosamente a partir de baixo para cima.
Onde vivem: no subsolo, sob lajes, jardins, fissuras de fundação e pontos úmidos.
O que comem: celulose presente em madeira, papel, papelão e até móveis MDF.
Espécies comuns em áreas litorâneas: gêneros como Coptotermes e Heterotermes.
Como se formam as colônias
O ciclo de vida dos cupins subterrâneos é altamente organizado e favorecido por períodos de chuva e calor típico de Fortaleza.
Revoada: alados (cupins com asas) saem da colônia em dias úmidos e quentes para reproduzir.
Acasalamento: um casal perde as asas e busca um local úmido e protegido para iniciar a nova colônia.
Fundação: formam câmara inicial no solo, onde a rainha começa a postura.
Crescimento: nascem operárias (busca de alimento e construção) e soldados (defesa).
Expansão: túneis de barro conectam a colônia a fontes de celulose no imóvel.
Maturidade: com a colônia estabelecida, novas revoadas geram colônias satélites.
Por que são tão comuns em Fortaleza
Clima: altas temperaturas e umidade relativa facilitam a sobrevivência da colônia o ano todo.
Solo e proximidade do mar: solos arenosos e úmidos favorecem a construção de túneis.
Ambiente urbano: abundância de fontes de celulose (jardins, entulhos, estruturas antigas).
Construção: fendas em fundações, passagens de tubulações e juntas de dilatação dão acesso ao interior.
Sinais claros de infestação
Trilhas de barro em paredes, pilares, rodapés e passagens de tubulação.
Asas descartadas perto de janelas e luminárias após dias chuvosos.
Madeira oca ao toque e pintura estufada ou com bolhas.
Portas e janelas emperrando sem motivo aparente.
Manchas e ruídos leves em rodapés e pisos de madeira.
Riscos e danos ao imóvel
Comprometimento estrutural de vigas, batentes e forros.
Prejuízo a móveis, arquivos, livros e estoques.
Custos de reforma elevados quando a colônia se expande por lajes e paredes.
Como exterminar de verdade (métodos profissionais)
Para eliminar cupins subterrâneos com segurança e eficácia, a recomendação é contratar uma empresa especializada, com produtos profissionais e técnica adequada. Métodos caseiros raramente alcançam a colônia no solo e podem espalhar o problema.
Técnicas mais usadas
Barreira química no solo: perfurações no perímetro (interno/externo) e injeção de termiticida para criar uma zona de proteção contínua.
Sistema de iscas com reguladores de crescimento: estações instaladas no solo e em pontos de atividade, que levam o ingrediente ativo à rainha e eliminam a colônia.
Tratamento pontual: injeção de espuma ou pó em rodapés, batentes, caixas elétricas e passagens com atividade identificada.
Proteção de madeiras: aplicação de cupinicidas em peças suscetíveis (preventivo e corretivo).
Passo a passo do atendimento profissional
Inspeção detalhada: mapeamento de trilhas, pontos de umidade e possíveis entradas no solo.
Plano de ação: definição entre barreira, iscas ou combinação, conforme estrutura e grau de infestação.
Aplicação segura: execução técnica com EPI, ferramentas adequadas e produtos de uso profissional.
Monitoramento: revisitas para verificar consumo nas iscas e atividade residual.
Prevenção contínua: ajustes no ambiente e revisões periódicas para evitar reinfestações.
Prevenção: reduza o risco de novos ataques
Corrija infiltrações, vazamentos e pontos de umidade em paredes e fundações.
Mantenha o solo afastado de madeira, papelão e restos de obra.
Vede fendas em rodapés, passagens de tubulação e encontros de piso com parede.
Prefira paisagismo com barreiras físicas entre jardim e a base do imóvel.
Em obras novas, considere tratamento preventivo do solo e barreiras antitermitas.
Quanto custa e em quanto tempo resolve
Variáveis de preço: metragem do imóvel, acessos, método aplicado e intensidade da infestação.
Prazos típicos: barreira química pode reduzir atividade rapidamente; sistemas de isca costumam eliminar a colônia em algumas semanas, com monitoramento.
Melhor custo-benefício: combinar técnicas e manter inspeções periódicas.
Por que contratar uma empresa local em Fortaleza
Conhecimento das espécies predominantes e dos ciclos de revoada regionais.
Agilidade no atendimento e revisitas de monitoramento.
Soluções sob medida para construções litorâneas e ambientes úmidos.
Próximos passos
Identificou sinais de atividade ou quer prevenir danos maiores? Agende uma inspeção profissional e receba um plano de extermínio adequado ao seu imóvel em Fortaleza.



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